
O que importa se eu perdi? O importante é que eu me diverti!
Era um dia ensolarado, em mais um período de férias com os primos no condomínio dos avós. Dante amava passar as férias na casa deles, pois encontrava toda a família e vivia momentos muito felizes ao lado de todos.
Naquelas férias não foi diferente. A animação era grande e, como o dia havia amanhecido ensolarado, resolveram ir à quadra para jogar bola e, depois, tomar um delicioso banho de piscina. Saíram cedo, naquela algazarra que só os jovens conseguem fazer. Estavam felizes.
Ao chegarem à quadra, dividiram os times e começaram a jogar. A disputa foi acirrada. Cada gol era importante na partida de futebol. O time de Dante era formado por ele, seu primo Maurício e sua prima Renata. O outro time era composto pelos primos Ricardo, Joana e Bernardo.
Eles se divertiram muito, sorriram, gastaram muita energia e a adrenalina do momento estava a mil. O jogo terminou empatado e, para decidir o vencedor, foram para a disputa de pênaltis. Por fim, o time de Dante perdeu por uma diferença de apenas um gol. Ao término da partida, todos foram para a piscina refrescar o corpo.
Já à noite, todos estavam ao redor da mesa, conversando e relembrando o dia, especialmente a partida de futebol, até que Bernardo olhou para Dante e disse, querendo provocá-lo:
— Como foi perder o jogo hoje?
— Normal, faz parte. — respondeu Dante.
— Mas, se vocês tivessem se esforçado mais, quem sabe conseguiriam ser melhores do que a gente? Mas quer saber? Nós somos os melhores mesmo. Da gente ninguém ganha.
E saiu da sala sorrindo, como quem zombava da outra equipe por ter perdido.
Dante não gostou daquele comportamento do primo, mas não disse nada. Continuou conversando e se divertindo com os demais primos.
No outro dia, Bernardo voltou a tocar no assunto:
— Como foi perder para a gente ontem?
Então Dante respondeu:
— O que importa se a gente perdeu? O importante é que todos nós nos divertimos.
Todos os que estavam à mesa ouviram a resposta de Dante e começaram a bater palmas. Bernardo abaixou a cabeça por um instante e percebeu que havia deixado a vontade de vencer falar mais alto do que a alegria de brincar.
Naquele momento, ele aprendeu uma lição que levaria para a vida: vencer é bom, mas não é o mais importante. O verdadeiro campeão é aquele que respeita os outros, sabe comemorar sem humilhar e entende que a felicidade está nos momentos vividos juntos.
Afinal, o placar de um jogo pode ser esquecido, mas as lembranças de um dia feliz ao lado da família permanecem para sempre no coração.
MINÉIA PACHECO
www.mineiapacheco.com.br
Nossa missão é transmitir valores através de contos infantis.