
O Burrinho Preguiçoso!
O burrinho Zé Manel não gostava de trabalho pesado, quando lhe mandavam realizar alguma tarefa sempre ficava mal-humorado e de cara feia. Era muito preguiçoso e só queria saber de ficar deitado!
Certo dia, o fazendeiro ordenou que Zé Manel levasse uma encomenda para a fazenda do outro lado da ponte, ele não gostou nada da ideia e reclamou muito, fingindo até que estava doente. O fazendeiro já sabia da fama de preguiçoso que ele tinha e não deu atenção as suas reclamações e ainda falou que a entrega era para ser feita imediatamente, o burrinho não teve outra alternativa, a não ser ir logo!
A cada passo que dava, parava para descansar, e o trajeto que poderia ser realizado em poucas horas, já havia passado quase um dia inteiro!
Anoiteceu, Zé Manel resolveu dormir e seguir só no outro dia pela manhã, não gostava de trabalhar durante o dia e muito menos à noite. Encostou-se em uma árvore e adormeceu. Na manhã seguinte, ao acordar, ele procurou algo para comer e nada encontrou, ficou nervoso e pensou:
- Como irei entregar essa encomenda de barriga vazia?
Levantou-se, deu alguns passos e caiu num buraco, machucando sua pata...

Zé Manel não acreditou no que estava acontecendo com ele, sem comida, sozinho, com a pata machucada e ainda por cima não tinha entregue a encomenda, o fazendeiro iria ficar bravo com ele e com certeza o colocaria para fora e ele não teria mais lugar para morar.
Uma coruja no alto de uma árvore observava tudo e falou:
- Se você fosse menos preguiçoso já teria entregue essa encomenda e já estaria na sua tão querida fazenda. O trajeto da fazenda até o local que você teria que entregar só duraria umas duas horas para ir e voltar, porém, sua preguiça é tão grande que já vai passando um dia inteiro e nada de você sair do lugar.
Zé Manel falou:
- E agora é que não saiu mesmo, machuquei a minha pata!
- Homem nenhum gosta de bicho preguiçoso, tome cuidado, mude seu jeito de ser ou então, em breve você será mais um sem moradia, falou a coruja.
A coruja foi embora e deixou Zé Manel sozinho.
- Essa coruja tem razão, (ele pensou) não posso ter tanta preguiça, tenho um bom lar e não quero perdê-lo nunca!
Levantou-se, mesmo mancando foi até o outro lado da ponte para entregar a encomenda, voltou pelo mesmo caminho e andou o mais rápido que podia, sua pata doía muito, mas ele não desanimou e não parou.
Chegando à fazenda, o fazendeiro já estava preocupado, quando o viu chegando foi ao seu encontro, iria reclamar pela demora para voltar, mas quando ele o viu mancando, ficou muito arrependido por ter pensado coisas erradas ao seu respeito, o ajudou a andar e ligou para o veterinário vê-lo.
Daquele dia em diante, Zé Manel deixou de ser um burrinho preguiçoso, sempre ajudava nas tarefas da fazenda e nunca mais havia reclamado de nada. Aprendeu a dar valor a vida que tinha e percebeu que a preguiça devia andar bem longe da gente...
(Crianças, sejam corajosas, ajudem sempre!)
MINÉIA PACHECO
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Nossa missão é transmitir valores através de contos infantis.